Mostrando postagens com marcador Namíbia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Namíbia. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 8 de julho de 2013
domingo, 9 de junho de 2013
domingo, 19 de maio de 2013
Dias 18 e 19 - Back in Town
Acordamos em Zanzibar no penúltimo dia de viagem. Ainda deu tempo para uma caminhada pela praça Forodhani, ver a movimentação nas docas e alguns dhow (barcos a vela) já no mar. O calor já estava grande, mas com nuvens escuras no horizonte!
Fomos para o aeroporto por volta da 8:30 e na chegada desabou um mega temporal! Chuva rápida e lá pelas 10 horas embarcamos num ATR 72 da Precision Air, avião grande para a atual conjuntura, com 68 lugares. E o voo foi tranquilo, em apenas 15 minutos estávamos na antiga capital da Tanzânia, Dar es Salaam. Praticamente um voo panorâmico no Oceano Índico. E por falar nele, meu oceano preferido, sempre vale uma visita. Esta foi a minha segunda oportunidade no melhor oceano do mundo e espero que ainda tenham muitas outras!
Em Dar es Salaam não chegamos a sair do aeroporto, passamos por umas 5 verificações de bagagem e passaporte e seguimos o nosso rumo para o sul! Depois de 3 horas chegamos na friaca de Johanesburg. Como já estava anoitecendo, apenas fomos jantar na Nelson Mandela Square e voltamos para o hotel. Hoje acordamos cedo e continuamos a viagem até São Paulo e Porto Alegre!
De tudo que vimos na África, acho que o mais legal foi a simpatia do povo, isso em todos os países que visitamos. Com raríssimas exceções, todos estavam dispostos a te ajudar e muitas vezes queriam apenas cumprimentar e saber como estávamos! Apesar de todos os lugares serem turísticos e não termos conhecido de verdade nenhuma capital (ou ficamos no carro ou aeroporto), acredito que, pelo menos estes países da África, estão preparados para receber turistas! Em nenhum momento nos sentimos ameaçados ou inseguros, muito antes pelo contrário, mesmo com a minha cara de mongolão europeu! Na real, acho que o nosso maior medo foi em atravessar a rua, pois em todos os países a mão é inglesa e tem que ficar ligado para não tomar um buzinaço nos ouvidos!
Idioma? Menos problema ainda! Quase todo mundo fala inglês ou tenta pelo menos! Certamente é mais fácil se comunicar em inglês no interior da Zâmbia do que no Brasil!
E a malária? Ela não atrapalhou a viagem, apesar da neura de colocar repelente a todo o momento e não termos ido a vila do Rio do Mosquito no Lake Manyara! Mas com todas as pessoas que falamos, com excessão da Namíbia que segundo eles está livre da malária, ouvimos para nos cuidar! Mesmo olhando os nativos de bermuda e as crianças nas ruas brincando normalmente! Segundo o Enoq, nosso motora e guia na Tanzânia, a malária é uma "killer machine in Africa"! Ele mesmo já teve mais de 20 vezes e há 2 meses tinha tido novamente! Entretanto, segundo ele, a coisa tem melhorado, mosqueteiros são distribuídos (apesar de alguns usarem para pescar) e os remédios para a cura estão mais fáceis de adquirir, na maioria das vezes de graça! Prevenção? Só o repelente mesmo!
O Pablo, que encontramos em Zanzibar, tomou remédio por um tempo quando estava em Uganda e nunca teve nada! Já uma colega dele também estava tomando o remédio e mesmo assim pegou malária! Foram 3 semanas de tratamento!
Se algum mosquito nos picou? Com certeza, impossível não ser picado por mosquito em 20 dias na África! Agora estamos em quarentena e torcer para que esses mosquitos sejam os mesmos que tem no Cassinero!
Viajar pela África não é barato, na realidade, podemos considerar que é caro! O continente carece de muita infraestrutura e dinheiro para investir em coisas básicas! Vale ressaltar que no planejamento da viagem não tentamos buscar uma alternativa mais barata, como um albergue invés de hotel, um ônibus local invés de uma van ou um trecho de ônibus invés de voo! O pouco tempo de férias e as experiências das outras viagens nos fez ser um pouco cagão na África, mas com certeza existem alternativas mais econômicas.
Com isso tudo, mais uma viagem chegou ao fim. Em 19 dias foram 18 voos, 8 companhias aéreas (várias bem guerreiras), 14 aviões, 7 países, 11 cidades, 17 aeroportos, 5 noites barracas, 4 em Lodge, 9 em hotéis, 4 das 7 maravilhas naturais da África (Kilimanjaro, Migração do Serengeti, Ngorongoro e Okavango Delta), uma das 7 maravilhas naturais do mundo (Victoria Falls), mais de 1.200 fotos, muitos km de estrada de terra e 1 pneu furado!
E o recado final é: Venham para África! Sem medo e com repelente!
Abraços,
Leonardo
Música dos dias: "Guess who just got back today? Them wild-eyed boys that had been away" - The boys are back in town - Thin Lizzy
Marcadores:
África,
África do Sul,
Botswana,
Johanesbourg,
Kilimanjaro,
Lake Manyara,
Namíbia,
Ngorongoro,
Okavango Delta,
Quênia,
Serengeti,
Tanzânia,
Victoria Falls,
Zâmbia,
Zimbabwe
terça-feira, 7 de maio de 2013
Dias 6 e 7 - Victoria Falls
Partimos cedo de nossa barraca rumo ao aeroporto de Maun. Por falta de voos tivemos que fazer outro trecho lusitano, algo como ir de São Paulo - Rio de Janeiro com escala em Porto Alegre! Mas tá valendo! Pegamos o voo às 9:15 para Gaborone num ATR 42 da Air Botswana! Rica companhia aérea! Cerca de 1:30 de voo aterrizamos na capital de Botswana e lá estava o diplomata da República Michael Lawson que nos encontrou em uma área restrita do aeroporto! Foram uns 20 minutos de conversa e tivemos que partir para um outro ATR 42 de Gaborone para Kasane a 12 km da fronteira com Zimbabwe e próximo do ponto que se pode ver a fronteira de 4 países: Namíbia, Botswana, Zimbabwe e Zâmbia!
Uma van nos buscou e nos levou para a fronteira de Botswana e passaportes carimbados! Mais 1km em território de ninguém e chegamos na parte do Zimbabwe! Imaginávamos que a tensão seria grande, mas foi tranquilo, mesmo sem ter o visto!
Depois cruzamos a cancela e entramos nas terras de Mugabe.... e dos macacos, pois foi só colocar os pés no país e uns 5 macacos ficaram na nossa volta!
Uma horinha de ônibus e por volta das 3 da tarde adentramos a cidade de Victoria Falls! Para relaxar da correria dos últimos dias fomos surpreendidos pelo Kigdom Resort! Bom para agradar e tranquilizar as famílias em casa, mas prejudicou seriamente a nossa reputação!
O resto do dia foi caminhar um pouco pela cidade e relaxar no hotel! Na real, a sensação que a gente tem é que o hotel está sitiado, pois estamos num pais muito pobre, num mega hotel e com o barulho constante de helicópteros (por causa dos passeios aéreos pelas cataratas)!
Hoje pela manhã levantamos cedo e fomos para as cataratas Vitória, uma das 7 Maravilhas Naturais do Mundo. A Victoria Falls ou Mosi-oa-Tunya (Fumaça que Troveja) fica situada no Rio Zambezi e tem 1,5 km de largura e altura máxima de 128 m. Segundo as contas dos "Zimbabuanos", elas são as maiores do mundo, mas não vale a pena explicar como eles chegaram nessa conclusão! Tivemos sorte que o mês de maio é o da cheia, então estava atrolhada de água.
U$ 30 de entrada e U$ 2,5 para a capa de chuva e lá fomos nós! São 16 "mirantes" que correm paralelos as cataratas, iniciando com a estátua do Livingstone até a ponte do Rio Zambezi que separa o país da Zâmbia! Bom, foi chegar no mirante 4 que a "chuva" das cataratas começou a encharcar a gurizada! Lá pelo 12 já era temporal de novela, ceú azul e água desabando! Foi proteger a máquina e relaxar, pois os tênis e as meias estavam completamente molhados!
Voltamos para a piscina do hotel e o nosso trainee Freedom (funcionário do hotel) nos ajudou a secar os tênis! Em troca dei uma camisa da seleção brasileira de presente! Só faltou o meu galo chorar de alegria!
Caminhamos um pouco pela cidade e por volta das 4 da tarde fizemos um passeio de trem que passa pela ponte Zambezi cruzando a fronteira para a Zâmbia! É de lá que os guerreiros fazem bungee jumping e outras loucuragens. A ponte foi construida entre 1900 e 1905 e a ideia era ser uma das obras da famosa via férrea que iria do Cairo a Cape Town, que nunca foi finalizada. Mais algumas fotos das cataratas e vimos o por do sol.
Amanhã partimos para a Zâmbia! Que beleza!
Abraços,
Leonardo
Zimbabwe Facts: a antiga Rodésia, teve sua independência declarada em Zimbabwe, a antiga Rodésia, teve sua independência declarada em 1965, mas somente em 1980 começou a ser chamada pelo nome atual. O nome Zimbabwe surgiu do complexo de pedra que fica no leste do país, perto da fronteira com Moçambique, o qual pensa-se que constituiu o Primeiro Estado do Zimbabwe, no ano de 1250 e 1450. Ninguém sabe o motivo da cidade ter sido abandonada. A capital Harare fica situada no nordeste do país e nós não iremos visitar. A terra de Robert Mugabe, que está no poder desde que o país se chama Zimbabwe, é conhecida pela alta inflação que em 2009 chegou a 9.000% ao mês. Agora a economia é dolarizada e as notas de trilhões o povo fica vendendo na rua como souvenir. Além do inglês, o Shona e o Ndebele são as línguas oficiais.
Música dos dias: "Every man gotta right to decide his own destiny"- Zimbabwe - Bob Marley
Cerva dos dias: Zambezi Lager
Uma van nos buscou e nos levou para a fronteira de Botswana e passaportes carimbados! Mais 1km em território de ninguém e chegamos na parte do Zimbabwe! Imaginávamos que a tensão seria grande, mas foi tranquilo, mesmo sem ter o visto!
Depois cruzamos a cancela e entramos nas terras de Mugabe.... e dos macacos, pois foi só colocar os pés no país e uns 5 macacos ficaram na nossa volta!
Uma horinha de ônibus e por volta das 3 da tarde adentramos a cidade de Victoria Falls! Para relaxar da correria dos últimos dias fomos surpreendidos pelo Kigdom Resort! Bom para agradar e tranquilizar as famílias em casa, mas prejudicou seriamente a nossa reputação!
O resto do dia foi caminhar um pouco pela cidade e relaxar no hotel! Na real, a sensação que a gente tem é que o hotel está sitiado, pois estamos num pais muito pobre, num mega hotel e com o barulho constante de helicópteros (por causa dos passeios aéreos pelas cataratas)!
Hoje pela manhã levantamos cedo e fomos para as cataratas Vitória, uma das 7 Maravilhas Naturais do Mundo. A Victoria Falls ou Mosi-oa-Tunya (Fumaça que Troveja) fica situada no Rio Zambezi e tem 1,5 km de largura e altura máxima de 128 m. Segundo as contas dos "Zimbabuanos", elas são as maiores do mundo, mas não vale a pena explicar como eles chegaram nessa conclusão! Tivemos sorte que o mês de maio é o da cheia, então estava atrolhada de água.
U$ 30 de entrada e U$ 2,5 para a capa de chuva e lá fomos nós! São 16 "mirantes" que correm paralelos as cataratas, iniciando com a estátua do Livingstone até a ponte do Rio Zambezi que separa o país da Zâmbia! Bom, foi chegar no mirante 4 que a "chuva" das cataratas começou a encharcar a gurizada! Lá pelo 12 já era temporal de novela, ceú azul e água desabando! Foi proteger a máquina e relaxar, pois os tênis e as meias estavam completamente molhados!
Voltamos para a piscina do hotel e o nosso trainee Freedom (funcionário do hotel) nos ajudou a secar os tênis! Em troca dei uma camisa da seleção brasileira de presente! Só faltou o meu galo chorar de alegria!
Caminhamos um pouco pela cidade e por volta das 4 da tarde fizemos um passeio de trem que passa pela ponte Zambezi cruzando a fronteira para a Zâmbia! É de lá que os guerreiros fazem bungee jumping e outras loucuragens. A ponte foi construida entre 1900 e 1905 e a ideia era ser uma das obras da famosa via férrea que iria do Cairo a Cape Town, que nunca foi finalizada. Mais algumas fotos das cataratas e vimos o por do sol.
Amanhã partimos para a Zâmbia! Que beleza!
Abraços,
Leonardo
Zimbabwe Facts: a antiga Rodésia, teve sua independência declarada em Zimbabwe, a antiga Rodésia, teve sua independência declarada em 1965, mas somente em 1980 começou a ser chamada pelo nome atual. O nome Zimbabwe surgiu do complexo de pedra que fica no leste do país, perto da fronteira com Moçambique, o qual pensa-se que constituiu o Primeiro Estado do Zimbabwe, no ano de 1250 e 1450. Ninguém sabe o motivo da cidade ter sido abandonada. A capital Harare fica situada no nordeste do país e nós não iremos visitar. A terra de Robert Mugabe, que está no poder desde que o país se chama Zimbabwe, é conhecida pela alta inflação que em 2009 chegou a 9.000% ao mês. Agora a economia é dolarizada e as notas de trilhões o povo fica vendendo na rua como souvenir. Além do inglês, o Shona e o Ndebele são as línguas oficiais.
Música dos dias: "Every man gotta right to decide his own destiny"- Zimbabwe - Bob Marley
Cerva dos dias: Zambezi Lager
Marcadores:
África,
Botswana,
Gaborone,
Kasane,
Maun,
Namíbia,
Rio Zambezi,
Victoria Falls,
Zâmbia,
Zimbabwe
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Dia 3 - Botswana
Acordamos às 5:30 para nos prepararmos para voltar a Windhoek. O motora Markus teve que voltar ontem à noite ao camping para buscar a mochila do Fábio que entregaram lá enganado. Por volta das 7:30, com o Fábio já de mochila, partimos nas estradas de terra da Namíbia rumo a capital!
Foram 3 horas de Land até Windhoek e numa parte tivemos a companhia de um Springbok filho correndo ao nosso lado! Entramos na cidade para conhecer e achamos show de bola! Bem moderna e pequena, com cerca de 300 mil habitantes.
Chegamos no aeroporto por volta das 11 da manhã, check in na Air Namíbia e almoço. O aeroporto de Windhoek é parelho com o de Rio Grande! Sacanagem, é um pouco maior! Finger nem pensar! No embarque, o carinha da Air Namíbia largou a letra:
- the third plane on your right (terceiro avião a direita)!
E lá fomos nós caminhando no meio dos aviões até o nosso Embraer 135 de 37 lugares! Voo bem tranquilo, só que meio lusitano, pois fomos até Victoria Falls no Zimbabwe (cerca de 1:30 de voo) e depois voltamos a Maun em Botswana (0:30 de voo)! Olhando no mapa vocês irão notar que Maun fica entre Windhoek e Vic. Falls.
Com uma hora a mais de fuso, chegamos por volta das 17:30 aqui em Maun! A alfândega abriu só para nós, que elegância de Botswana!
Após uma esperinha de 30 minutos chega uma van liquidada para nos levar ao Audi Camp!
Mais uma barraca para a coleção, só que agora com luxo, pois ficam em cima de palafitas, com mosqueteiro, energia elétrica, mas banheiro na rua e aberto!
Amanhã às 7:30 nos lançamos para o Okavango Delta e voltamos somente no domingo à tarde!
Abraço,
Leonardo
- Botswana Facts: é uma outra república presidencialista desde 1966 e realiza eleições regulares desde 1980, começou antes que o Brasil! É um dos países mais estáveis do continente e sempre foi contra o Apartheid. A capital é Gaborone que fica no sudeste do país e é lá que mora nosso amigo Michael Lawson, o qual vamos tentar encontrar na escala do nosso voo para a Zimbabwe. As línguas oficiais são inglês e Setswana. A moeda se chama Pula!
- Música do dia: Welcome to the jungle - Guns and Roses
- Cerva do dia: St Louis Export
Marcadores:
África,
Botswana,
Namib Desert,
Namíbia,
Okavango Delta,
Windhoek
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Dia 2 - Namib Desert
Hoje o dia começou cedo! 5 da matina nos chamaram na barraca! Consegui dormir umas 4 horas, acostumar com o saco de dormir é fodex! Por volta das 5:30 entramos no Namib Naukluft Park para ver o nascer do sol na Duna 45, visitar Dead Vlei e Sossusvlei.
Bom , a famosa Duna 45 tem este nome, pois fica a 45 km da entrada do parque e tem cerca de 150 m de altura. A cor da areia é meio alaranjada e dá um baita contaste com o resto. Esta é a duna mais turística e a subidinha na areia fofa não foi simples! Chegamos na parte de cima no momento em que o sol estava nascendo. Batemos algumas fotos e desci a moda bicho por uma outra parte da duna. Filmei a descida com o iphone, ficou legal! Quando voltamos para a nossa Land, Markus, o motora, estava com o café da manhã pronto! Foi só tirar quase uma outra duna de dentro dos tenis e se alimentar! Pseudo mordomia!
Por volta das 8:30 partimos para Dead Vlei. Andamos 10 km até uma entrada e a partir dali somente 4x4! Nosso motora mostrou para que veio! No caminho passamos pela duna de areia mais alta do mundo com cerca de 325 km. Detalhando um pouco mais, grande parte do parque é costeado por dunas que são paralelas a costa do Oceano Atlântico (que fica a cerca de 40 km). Em um determinado momento havia um rio (chamado Tsauchab) que ficava entre as dunas (hoje é a estrada do parque) e Dead Vlei era uma parte muito fértil do rio que tinha muitas acácias ao redor. Só que o rio começou a secar e as acácias foram morrendo, mas ao invés de cairem, elas continuaram em pé, só que secas. Estima-se que as acácias estão mortas a cerca de 700 anos. Fizemos algumas fotos, mas o sol já estava forte. E o calor também! Para voltar de Dead Vlei para o carro foi brabo, caminhada de 1 km com o sol na cuca somado a duas noites mal dormidas e a subida na duna! Cheguei na capa guerreiro! Ainda passamos por Sossusvlei, que é onde o rio desembocava e virava uma bacia com um sistema de drenagem onde a água não saía. Por isso a origem do nome que significa lagoa ou pântano sem fim. “Vlei” é a palavra em afrikaner para lagoa ou pântano e “sossus” é a palavra no dialeto Nama para o restante da palavra.
Voltamos para o acampamento, tomamos um chopp e almoçamos. Levantamos acampamento e partimos para uma parada rápida no Canion Sesriem. Por voltas duas da tarde pegamos as famosas estradas de terra da Namíbia em direção nordeste. Passamos pelas Montanhas Spreetshoogte até chegarmos por volta das 4:30 na fazenda NamibGrens, onde iremos passar a noite. Finalmente uma cama, só que continuamos sem internet e o celular só tem sinal em um dos corredores da casa. Aqui na fazenda foi só para adiantarmos a viagem de volta a Windhoek! Amanhã cedo partimos para capital e pegamos um voo para Maun em Botswana, perto do Okavango Delta!
Para finalizar a noite nosso motora teve que voltar ao camping para buscar a mala do Fabio, que encontaram, mas mesmo avisando que ficaríamos somente até às 13 horas, enviaram para lá!
Abraços,
Leonardo
- Namibia Desert facts: se localiza em toda a costa da Namíbia, sul de Angola e norte da África do Sul e ocupa uma área de 80.900 km2. É considerado o deserto mais antigo do mundo e chove menos de 1 cm por ano.
- Música do dia: "Ten decisions shape your life, you'll be aware of 5 above" - I'll Try Anything Once - The Strokes
- Cerva do dia: Hansa Draught
Bom , a famosa Duna 45 tem este nome, pois fica a 45 km da entrada do parque e tem cerca de 150 m de altura. A cor da areia é meio alaranjada e dá um baita contaste com o resto. Esta é a duna mais turística e a subidinha na areia fofa não foi simples! Chegamos na parte de cima no momento em que o sol estava nascendo. Batemos algumas fotos e desci a moda bicho por uma outra parte da duna. Filmei a descida com o iphone, ficou legal! Quando voltamos para a nossa Land, Markus, o motora, estava com o café da manhã pronto! Foi só tirar quase uma outra duna de dentro dos tenis e se alimentar! Pseudo mordomia!
Por volta das 8:30 partimos para Dead Vlei. Andamos 10 km até uma entrada e a partir dali somente 4x4! Nosso motora mostrou para que veio! No caminho passamos pela duna de areia mais alta do mundo com cerca de 325 km. Detalhando um pouco mais, grande parte do parque é costeado por dunas que são paralelas a costa do Oceano Atlântico (que fica a cerca de 40 km). Em um determinado momento havia um rio (chamado Tsauchab) que ficava entre as dunas (hoje é a estrada do parque) e Dead Vlei era uma parte muito fértil do rio que tinha muitas acácias ao redor. Só que o rio começou a secar e as acácias foram morrendo, mas ao invés de cairem, elas continuaram em pé, só que secas. Estima-se que as acácias estão mortas a cerca de 700 anos. Fizemos algumas fotos, mas o sol já estava forte. E o calor também! Para voltar de Dead Vlei para o carro foi brabo, caminhada de 1 km com o sol na cuca somado a duas noites mal dormidas e a subida na duna! Cheguei na capa guerreiro! Ainda passamos por Sossusvlei, que é onde o rio desembocava e virava uma bacia com um sistema de drenagem onde a água não saía. Por isso a origem do nome que significa lagoa ou pântano sem fim. “Vlei” é a palavra em afrikaner para lagoa ou pântano e “sossus” é a palavra no dialeto Nama para o restante da palavra.
Para finalizar a noite nosso motora teve que voltar ao camping para buscar a mala do Fabio, que encontaram, mas mesmo avisando que ficaríamos somente até às 13 horas, enviaram para lá!
Abraços,
Leonardo
- Namibia Desert facts: se localiza em toda a costa da Namíbia, sul de Angola e norte da África do Sul e ocupa uma área de 80.900 km2. É considerado o deserto mais antigo do mundo e chove menos de 1 cm por ano.
- Música do dia: "Ten decisions shape your life, you'll be aware of 5 above" - I'll Try Anything Once - The Strokes
- Cerva do dia: Hansa Draught
Marcadores:
África,
Botswana,
Dead Vlei,
Maun,
Namib Desert,
Namib Nauklauft Park,
Namíbia,
Okavango Delta
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Dia 1 - O início da Odisséia Africana
Finalmente chegamos na Namíbia! Conexão Porto Alegre - São Paulo - Johanesburg - Windhoek (pronuncia correta "vinduk") - Sossusvlei. Com exceção do voo Johanesburgo - Windhoek, os voos foram tranquilos, mas mal consegui dormir, no máximo uns 30 minutos em modo stand by (como diz o Rafa) e o resto do tempo foi vendo filmes e lendo!
Partimos por volta das 13 horas (aqui é 4 horas na frente) com destino a um camping em Sossusvlei no Namib Desert. Saímos do aeroporto que fica a 60 km de Windhoek e primeira parada um supermercado para comprar água e cerveja. Descobrimos que nos finais de semana e feriados há uma lei que proíbe vender bebidas alcoólicas! Que beleza! Compramos só a água. 30 minutos depois paramos na beira da estrada para um almoço com hotdogs namibianos! Aí seguimos a viagem de 320 km de estrada, sendo 250 km em estrada de terra! Resumindo: já estavamos quase 24 horas sem banho, depois de umas horinhas numa estrada de terra com vidro aberto, a situação começou a ficar insustentável! A poeira era tanta que a cada 15 minutos eu tinha que limpar os óculos. Com quase 6 horas de estrada, noite fechada e mais uma parada rápida em Soletaire (uma vilazinha completamente isolada e solitária no meio do interior da Namíbia) não é que a apenas 5 km do camping, explode um pneu de nossa Land Rover bege! Mas tudo é alegria, em 15 minutos os tiras nos resgataram e levaram para o camping (Sesriem Campsite).
Depois de 28 horas de viagem chegamos na nossa barraca! Tivemos que improvisar um banho, pois ninguém trouxe toalha, mas vamos que vamos! Ah...o único aviso que nos deram foi não deixar nada fora da barraca para não chamar atenção do chacal!
Amanhã acordaremos às 5 horas para ver o sol nascer no deserto! Em breve mais novidades sobre a Odisséia Africana!
Abraços,
Leonardo
- Namibia facts: A Namíbia é uma república presidencialista desde 1990. Os portugueses já estiveram por aqui, fez parte do Império Alemão e depois da I Guerra foi anexada a África do Sul. É o 33° maior país do mundo e só perde para a Mongólia em densidade populacional. Windhoek é a maior cidade da Namíbia e fica a 1.700 m de altitude. A principal religião aqui é o Luteranismo, é os alemães não eram trouxas! Apesar do inglês ser o idioma oficial, outros 8 idiomas são reconhecidos.
- Musica do dia: "Spend half my life in airports doing crossword and attempting to sleep" - 1000 miles away - Hoodoo Gurus
- Cerva do dia: Windhoek Lager
Marcadores:
África,
África do Sul,
Johanesbourg,
Namib Desert,
Namíbia,
Sesriem,
Sossusvlei,
Windhoek
terça-feira, 30 de abril de 2013
Africa Unite!
Vamos em busca da África dos Big Five, do berço da humanidade, das Cataratas Victoria, do Deserto da Namíbia, de Mugabe e Livingstone; do Okavango Delta, de Ngorongoro, Serengeti e Amboseli; dos quase 3.000 idiomas e dialetos, do Kilimanjaro, do diplomata Michael Lawson, dos Maasais e das cores, essas cores que nossos olhos irão tentar registrar através da fotografia.
Convidamos todos a participarem com a gente nos próximos 20 dias de nossa aventura. E como li num blog (http://vemomundo.blogspot.in) enquanto preparava a viagem, na África: Expect the unexpected!
Marcadores:
África,
África do Sul,
Amboseli,
Botswana,
Kilimanjaro,
Maasai,
Namib Desert,
Namíbia,
Ngorongoro,
Okavango Delta,
Quênia,
Serengeti,
Tanzânia,
Victoria Falls,
Zâmbia,
Zimbabwe
Assinar:
Postagens (Atom)



