"Como é evidentemente muito dificil escrever a verdade, no interesse dela eu me permiti às vezes ir um pouco além ou ficar um pouco aquém."

Robert Capa (1913 - 1954)

Mostrando postagens com marcador Santiago. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Santiago. Mostrar todas as postagens

domingo, 31 de janeiro de 2016

See ya later Oceania!

Hoje iniciamos o nosso caminho de volta para casa. Foram praticamente 3 dias em Sydney, cidade mais populosa do país. Ela vai deixar saudade!
Chegamos na quinta-feira no final da tarde. Nosso hotel era em Chinatown, perto da estação central. A localização é bem legal e relativamente perto de tudo.
Nas duas primeiras noites fomos jantar no Darling Harbour, mais uma área portuária revitalizada e cheia de restaurantes, bares e festas. Muito legal e imperdível.
Durante o dia caminhamos muito de um lado para o outro. A rua principal chama-se George Street e corta a cidade do norte ao sul. Do nosso hotel até o seu final, no mar, era uns 45 minutos de caminhada. Fizemos pelo menos 4 vezes este percurso durante nossa estada por aqui.
Passamos pelo Paddys Market, cheio de lojinhas. O Queen Victoria Building e o Strand Arcade, dois prédios bonitos e antigos com muitas lojas. A Pitt Street e o Martin Place, dois calçadões bem modernos. E ainda o Hyde Park e as Barracks, onde ficava uma das prisões da cidade no século 19. Sydney foi a primeira cidade colonizada pelos ingleses na Austrália a partir de 1.788. Pra cá vinham somente os famosos chaves de cadeia. As primeiras casas e estruturas construídas na região foi em The Rocks, bem na beira do mar e hoje ao lado da Harbour Bridge. As casas ainda estão lá no mesmo estilo e arquitetura, apesar de não serem as mesmas de mais de 200 anos. Hoje, pra variar, são restaurantes e bares sempre lotados.


Mas o mais sensacional é sem dúvida a Opera House! Sempre tive vontade de conhecer e vendo na televisão eu não imaginava algo tão grande e bonito como é ao vivo. É muito fantástico!! É muito maior que eu pensava! Como se vê pela TV, principalmente nos fogos do dia 31/12, ela fica bem na beira do mar e em toda a volta na parte de baixo há bares. Ontem à tarde estava lotada de gente (maioria bem arrumados) tomando uma cerveja ou espumante e aguardando os eventos começarem. Sem dúvida, a parte do Porto de Sydney é um dos lugares mais legais que já conheci. Essa combinação da ponte, opera, museus, cais, gente e, obviamente, grana girando, faz o lugar ser imperdível!

    



Em uma das tardes, pegamos um barco e fomos até Taronga Zoo, cerca de 10 minutos do Porto. Tivemos azar que no caminho caiu um baita temporal, mas em 1 hora passou. Como estamos no verão, todos os dias caiu uns mega temporais, mas depois melhorava o tempo. Eu não sou muito fã de zoológico, mas era a única oportunidade de ver os animais da região, como coala, canguru, diabo da Tasmânia, entre outros. E valeu a pena! Ainda tivemos um bônus de ver uma família de gorilas, que são assustadoramente apaixonantes.


   



No sábado pela manhã pegamos dois ônibus e fomos para Bondi Beach (pronúncia correta é Bondai), praia mais famosa da cidade. Chegamos bem cedo e estava meio nublado, mas já lotado de gente e surfistas no mar. A praia é relativamente pequena, mas bem legal! O mar é aquele famoso "arranca biquíni", na beirinha já têm ondas fortes e se o galo não entra ligado, já toma uma rasteira. Em seguida abriu sol e ficou muito quente. Aqui na Austrália é um dos maiores buracos da camada de ozônio, o sol é quase um lança-chamas! Em seguida do almoço voltamos para o centro.



Para não dizer que foi só alegria, uma das noites, por volta das 3:42 da manhã, acordamos com o alarme de incêndio nos ensurdecendo no quarto. Correria!! As pessoas saindo dos quartos, todo mundo com cara de sono! Como estamos no primeiro andar, se aprumamos rápido e quando íamos descer avisaram que era alarme falso. Batalha!
E finalmente chegou o famoso Domingo sem fim! Adeus à terra do Boomerang, do Didgeridoo e dos Aborígenes!
A viagem de volta inicia de Sydney a Auckland, depois Santiago, São Paulo e Porto Alegre. Serão algumas horas voando! A viagem valeu muito a pena! Essa região do mundo é imperdível!

Obrigado aos que viajaram com a gente pelo blog e qualquer dia teremos outra!

Abraços!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

O umbigo do mundo

Aqui estamos na Ilha de Páscoa, o Umbigo do Mundo e a terra do povo Rapa Nui. Foi para essa ilha que meus pais fizeram a primeira viagem para o exterior juntos em 1977. Eu estava só na tentativa. Mas desde pequeno tinha um Moai me olhando na estante da sala. Chegou o momento de visitá-los.
Para chegar aqui nossa viagem começou no sábado em Santiago. Fomos recebidos pelo cidadão emérito de Big River e candidato à emérito do Chile, Fabio "Ita" Santos e a Mari. Almoçamos e partimos rumo ao Pacífico. Paramos em Valparaíso para caminhar um pouco e pegar um dos elevadores para cima do morro. Esses elevadores são muito bala, de madeira anti-cupim e com um sistema de engenharia que parece a moda bicho, mas aguenta "templores" e tsunamis. Lá de cima é outra cidade, com ruazinhas estreitas, cafés, hostels e uma vista sensacional do oceano. No final da tarde passamos por Viña del Mar, que estava atrolhada de gente. Adentramos Santiago no início da noite e ainda demos uma olhada de revesgueio no Palácio da Moneda (sede do governo) e nos prédios históricos do centro.
Por fim, o Ita preparou uma paleta de "oveja" patagônica de cair os butias do bolso.


Na manhã de domingo pegamos um 787 para Ranga Roa, a única pseudo cidade da Ilha de Páscoa. Sendo o lugar mais isolado do mundo, essa famosa ilha fica a 3.400 km da costa chilena e a 1.900 km da ilha mais próxima. Por isso os Rapa Nui achavam que lá eram o centro do universo.Hoje menos de 6.000 pessoas vivem na ilha.


Na chegada já pagamos a entrada do Parque, que custa U$ 60 ou 30 mil pesos (algo como U$ 42). Pagamos em pesos, por supoesto. Fomos para o Kaimana Inn, hotel relativamente justo. Pesquisamos e os passeios de um dia inteiro custam cerca U$ 60 por cabeça e o aluguel do carro U$ 90 por um dia e meio. Caranga neles! Alugamos um Suzuki Jimmy bala! 4x4, tinindo!


Durante os dois dias em que ficamos na ilha visitamos mais de uma vez diversos lugares. Esta foi a facilidade de alugar o carro. No Rano (vulcão) Kau, que fica no sul da ilha, fomos duas vezes. A primeira para ver a cratera e a segunda para visitar a Aldeia de Orongo. Essa aldeia era um lugar sagrado e onde os homens-pássaros lançavam-se ao mar em busca do primeiro ovo da ave manutara (o filme Rapa Nui dos anos 90 é baseado nessa batalha). Este primeiro ovo ficava numa ilhazinha ao lado chamada Motu Nui. E os meus guris se atiravam rochedo abaixo atrás do tal ovo. Barbosinha!




Visitamos também diversos Ahus (plataformas), onde os moais eram colocados. A Ahu Tahai é a única em que o moai possui olhos. A Ahu Akivi é a única em que os moais estão de frente para o mar e possui hoje 7 bem conservados.


O mais visitado dos Ahus foi o Tongariki, que localiza-se a nordeste da ilha e possui 15 moais. É o famoso "Los 15". Lá fomos no final da tarde de domingo e duas vezes na segunda-feira. Uma delas chegamos para ver o nascer do sol que nesta época do ano está bem atrás deles. Sensacional! Saímos às 6 da matina do hotel e em 20 minutos estávamos lá. As fotos abaixo falam por si!




De Tongariki passamos pelo Ahu Te Pito Kura, onde está o famoso umbigo do mundo. Na realidade, é uma pedra não muito grande que dizem ter alguma propriedade magnética. Seja lá o que for, na nossa presença ela estava de vacaciones.
Seguimos em frente até a praia de Anakena. Além de ser uma praia com água transparente e areia bem clara, ela nos reserva 5 moais, sendo 4 deles com Pokau (chapéu). O contraste dos moais com a praia é fenomenal.


Outro ponto clássico da ilha é o vulcão Rano Ranaku, também conhecido como o local em que os moais eram fabricados. Lá estão mais de 300 moais enterrados ficando, na maioria das vezes, somente a cabeça para fora. E eles decidiram mantê-los assim, pois enterrados ficam melhor conservados. O que nos fez pensar é na forma que estes galos transportavam estes moais para todos os pontos da ilha. É difícil de acreditar que tenham empurrado sobre os troncos de árvores, mas é o que reza a lenda. Falando nisso, aconselho um livro muito bom chamado Colapso, do Jared Diamond. Um dos capítulos é dedicado à Ilha de Páscoa e são detalhadas as teorias do motivo da construção dos moais e o colapso da civilização.



O Rano Raraku fica bem perto "de Los 15", então passamos lá novamente e pegamos uma japonesa de vestido branco ao vento fazendo um book.
Entregamos o nosso carro às 8 da tarde depois de mais de 200 km rodados na ilha. Num primeiro momento achamos que a ilha era pequena, mas quando começamos a andar, nós demos conta que não é bem assim.
O nosso voo sai somente a uma da manhã e estamos a bangú desde o final da tarde. O interessante é que fizemos o check out do hotel às 10 da manhã e a temperatura estava perto dos 30 graus e vento. Coitado de quem vai ao nosso lado no voo, pois banho só em Papete, no Taiti, depois de no mínimo 5 horas de voo.

Adeus Rapa Nui, um dia voltaremos!
Valeu Ita e Mari pela hospedagem! Sem palavras!

Grande abraço!

sábado, 16 de janeiro de 2016

Go West!

Iniciamos uma nova viagem rumo ao oeste!


Clarissa e eu partimos rumo a Santiago do Chile. De lá, seguimos para a terra dos Moais, a famosa Ilha de Páscoa. Em seguida, uma leve relaxada em Bora Bora e em Papeete, na Polinésia Francesa, para depois seguir para Auckland e Queenstown, na Nova Zelândia.
Encerramos a jornada na Grande Barreira de Corais e em Sidney, na Austrália.
Fotos, informações, batalhas e chupadas de bala serão relatadas aqui! Partiu!!

domingo, 10 de junho de 2012

Dia 9 - O retorno!

Ontem acordamos na nublada Santiago e pegamos um ônibus até Viña del Mar! em quase duas horas estavamos na famosa praia Chilena! Caminhamos pela beira do mar, passamos pelo cassino, um starbucks para aquecer e seguimos caminhando até o relógio de flores. De lá pegamos um ônibus de linha até Valparaíso. Descemos na praça principal e pegamos um dos elevadores até a parte de cima! Uma ida até o porto e retornamos até Viña de ônibus!



Voltamos a Santiago e depois seguimos ao aeroporto para pegar o avião às 3:20 da manhã!
Baita viagem e indico para quem quiser se aventurar pelas areais do deserto mais seco do mundo!
Nos vemos!

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Dias 7 e 8 - El Tatio

Acordamos às 3:20 da manhã para ir aos Geysers de El Tatio! O ônibus que nos levou chegou 40 minutos atrasado e com 20 pessoas dentro. E se lançamos rumo a El Tatio! Estradinha rabiosa, um sobe e desce dos diabos, grande parte de terra, passa por dentro de 2 rios e tudo na noite pseudo-escura de San Pedro de Atacama! Quase chegando aos Geysers atingimos o topo da viagem, 4.500 m de altitude. Descemos um pouco e depois de 2 horas chegamos no parque, era umas 7 da matina! Temperatura local de -10,2 graus! O -10 nem era problema, mas o ,2 tornou a friaca bem complicada.

Descemos do ônibus e fomos caminhar entre os Geysers. O parque geotérmico se localiza a 4.320 m de altitude e fica a 90km de San Pedro. As fumaças saem através de fissuras a uma temperatura de 85 graus e atinge cerca de 10 m, mas só se consegue ver bem cedo pela manhã, por causa da baixa temperatura, por volta das 10 horas já não tem mais nada.
Depois da caminhada nosso guia preparou um café da manhã com água e leite aquecidos no vapor do Geysers! Até aí o sol não tinha dado a cara e a friaca tava absurda, não tinha meia de lã que fizesse esquentar os pés do galo aqui! Por volta das 8, já com sol, fomos para outra parte do parque onde fica o Geyser Assassino, nome dado depois, que um francês estava estudando microorganismos, chupou uma bala e caiu lá dentro! Vinagre na hora! Esse Geyser é o que a fumaça vai mais alta e ao lado tem uma piscina para tomar banho. A gurizadinha, maioria chilena, do nosso ônibus foi que nem um dodge em direção a piscina com água na temperatura de 40 graus! A essa altura já devia estar uns -3 graus, delta T de 43 no organismo dos guerreiros! Fiquei ali olhando, uma foto aqui, outra acolá, e meus pés quase gangrenando! Não tive duvidas, tirei o sapato e as meais e me fui rumo a água caliente na esperança de ajudar o sangue a chegar no extremo inferior do meu corpo! 10 minutos e os pés já estavam tinindo!



Saímos do parque por volta das 9:15 da manhã e a temperatura, que estava muito mais agradável, era de -1,4 graus! Me senti muito adaptado ao clima altiplanico! Iniciamos a descida, passando pelo rio Putama e paramos num vilarejo chamado Machuca. Alguém viu um homônimo filme chileno de uns 5 ou 6 anos atrás? Vale a pena! Mas essa Machuca fica a 4.015 m de altitude e vivem lá cerca de 40 pessoas, tinham 8 quando chegamos! Umas fotos e me entreguei para um Anticucho de Llama! Num belo português, podemos dizer que é um espetinho com carne espetacular de lhama com cebola! Rica carninha de lhama!



Chegamos de volta em San Pedro ao meio dia e o soroche se agarrou no Harald! Principalmente depois de um empanado Machuques que ele comeu lá no alto! Ficou à tarde toda se recuperando! Fui almoçar com o Fernando e o Rafael Abrantes que também estavam por San Pedro e depois fiquei rateando pela cidade fazendo poucas fotos!
O dia se encerrou com o Tour Astronômico, o qual fui carreira solo, pois Harald ainda estava em processo de recuperação! Simplesmente sensacional! Quando chegamos no domingo estava lua cheia, então tinham nos dito que não conseguiríamos fazer este tour, pois com a claridade da lua, não se vê as estrelas! Entretanto em nossa última noite atacamenha, consegui fazer o passeio! Fui com um grupo de 10 pessoas numa van até uma casa um pouco afastada, onde os caras construíram um domo com telescópio! Na escuridão da noite, a quantidade de estrelas era inacreditável! Fomos separados em dois grupos, um para o tour em inglês (onde a brasileirada se atirou) e outro em espanhol, o qual eu fui com mais 3 caras! Depois de uma palestra básica, fomos ver as constelações clássicas e andinas, via láctea, outras galáxias e estrelas, além de Marte e Saturno! Ver os anéis de Saturno é sem palavras!
Hoje fizemos as últimas compras por San Pedro e as 11:30 pegamos o ônibus para Calama! Na chegada rachamos um taxi com uma senhora chilena para baratear! Pensamos em dar uma banda por Calama, mas a cidade é o show do horror! As 16:40 pegamos o avião para Santiago! Na chegada metemos uma parilla para relaxar!
Amanhã Viña del Mar e Valparaiso! Abraços!

Delta T do dia de ontem = 38,2 graus
Delta T de hoje = Descartável

domingo, 3 de junho de 2012

Dias 1, 2 e 3 - Santiago -> Calama -> San Pedro de Atacama

Saímos na noite de sexta com um avião guerreiro da Varig rumo a Buenos Aires. Troca de avião, atraso de uma hora e chegamos em Santiago por volta das duas da manhã, horário local (3 da manhã em Porto Alegre). Ainda bem que trocamos de avião em Buenos Aires, aquele da Varig não sei se agüentaria a turbulência da cordilheira! Alas putcha!
Ontem acordamos por volta das 10 horas e Metrô até La Moleda, onde mataram o amigo do meu avô Ramos, Salvador Allende! Tava um baita dia, mais de 20 graus, isso que tá chegando o inverno! Tomamos o desayuno num buteco, com um pancho e um suco com PH 1,5, de sair lagrima dos olhos! Caminhamos pela Praça de Armas, Catedral e encerramos a primeira parte do dia com uma Centolla no Mercado Publico! Nada mal, rico bicho!



Depois caminhamos até o bairro Bellas Vista, onde ficam as universidades e lembra a cidade baixa de POA, com as casa coloridas, bares etc. Pegamos o Funicular até o alto do morro e encerramos o dia no Museu do Pablo Neruda!



Hoje pela manhã acordamos cedo e voltamos até Lá Moneda! Nós e a Santiago toda! Metrô lotado as 10 da manhã de domingo, descemos todos juntos e no parque na frente do palácio tinha uns shows (Michel Telo bumbando) e algo semelhante ao Minha Casa Minha Vida chileno! Todo mundo vendo casa para comprar! Que beleza! Viva o consumo! Caminhamos mais um pouco e voltamos para o hotel! Check out e aeroporto para rumar a Calama!
Vôo tranquilo e parece que se vai pousar em Marte! Só montanha e terra pelos lados! Pegamos um taxi até um ônibus e mais 1:30 até San Pedro de Atacama! A estrada é bala e pelo meio do deserto, obviamente. No caminho chega a 3.100 de altitude, mas San Pedro fica a 2.400! O craque aqui tá sentido as perna pesada e respirar fundo só daqui uns 2 dias!



Chegamos já à noite e o areial corre solto e escura a cidade! Fomos caminhando até o Hostel, que parece uma casa pré-fabricada do Cassinero! Banheiro no final do corredor para ter graça! Jantamos no Adobe (que não é o Photoshop) na rua principal e a temperatura vai caindo uns 4 graus a cada hora! Friaca já comendo!
Amanhã começa a brincadeira com Vale da Luna e Vale da Morte! Vamo que vamo!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Rumo ao lugar mais seco da terra

E vamos para o Deserto! Meu tio Harald e eu estamos indo daqui a pouco, rumo a San Pedro de Atacama. Faremos uma parada em Santiago e domingo voamos até Calama, finalizando em um ônibus de 1:30 até San Pedro. Ficaremos 5 dias no deserto mais alto e mais árido do mundo!
Em breve mais notícias! Abraços!


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2005

Dias 5 e 6 - Aconcagua

Ontem nao consegui entrar na internet, diazinho meio corrido como todos. Ontem (quarta) saimos de Mendoza por voltas das 10 da manha em direcao a fronteira do Chile. A estrada e um inferno, bastante movimentada e atravessando a cordilheira, na subida quando fica atras dos caminhoes e foda!! Paramos varias vezes para bater fotos e a velocidade media nao passou dos 50 km.
Entramos no Parque do Aconcagua para bater fotos, caminhamos um pouco ate a parte inicial para escalada. Comemos um Cup Nuddles no pe do Aconcagua e seguimos viagem para o Chile. Passamos na fronteira tranquilamente e chegamos a altura maxima da viagem, em torno de 3200 m de altitude. Gurizada ja esta
acostumada com montanha e nem sentiu os efeitos da altitude. Em seguida pegamos estrada e chegamos nos famosos caracoles, que e a descida da cordilheira. Eh sem nocao, nunca imaginei que seria tao bonito e foda de dirigir!! Cuidado eh pouco, ainda mais com caminhoes, bicicleteiros, andantes e carros de tudo que eh tipo, tamanho e principalmente idade!! Mas escapamos ilesos!!
A partir dai se lancamos em direcao a Vina del Mar, mas pegamos um estrada interna, entrando por algumas cidades, o que fez demorar um pouco. Quando estavamos chegando perto de Vina a maresia comecou a aparecer e com ela as nuvens o que impossibilitou tomar aquela cerva gelada vendo o por do sol no pacifico.
Chegamos em Vina um friozinho de verao de 17 graus e cinza!! Pegamos um engarrafamento infernal, mas conseguimos um hotel rapido e para o local nao muito caro. A cidade deixou a desejar e tudo eh muito caro!! E ficamos 10 horas no carro viajando no total do dia.
Acordamos hoje (quinta) pensando em pegar uma praia e tomar um banho no pacifico. Mas o dia estava mais cinza e mais frio, com uma chuvinha chata! Andamos de carro pela cidade para conhecer alguns pontos importantes, depois fomos para uma praia vizinha chamada de Renaca e depois seguimos para Valparaiso. Passamos pelo porto de Valparaiso, que como todos cidade portuarias que eu conheco eh um pouco sujo e velha!! Ah...e tanto Vina com Valparaiso fede muito, cheirinho de maresia com cachorro morto!! Horrivel!! Caminhamos um pouco por Valparaiso, almocamos e se lancamos para Santiago!!
A viagem foi barbadinha, 1:30 por uma auto estrada tranquila!! Chegamos por um lado pobre da cidade e com um transito um pouco complicado. Depois de algumas batalhas chegamos no centro, abandonamos o 206 numa garagem e caminhamos pela
Praça de Armas e do Congresso e pelo calcadao!! A cidade me apareceu mais agradavel do que da ultima vez que vim a 9 anos atras, bastante movimentada e tal. Andamos mais de uma hora atras de hotel e tivemos que ficar num hotel acima de nossos orcamentos por motivos de localizacao e cansaco, porque a gente nao aguentava mais ficar no carro!!
Agora vamos jantar e amanha vamos para o sul, nao sabemos que cidade vamos dormir, dormiremos em algum lugar antes de chegar a Puerto Montt, que fica 1100 km de Santiago!!
Abraco a todos
Leonardo