"Como é evidentemente muito dificil escrever a verdade, no interesse dela eu me permiti às vezes ir um pouco além ou ficar um pouco aquém."

Robert Capa (1913 - 1954)

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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Dia 3 - Botswana


Acordamos às 5:30 para nos prepararmos para voltar a Windhoek. O motora Markus teve que voltar ontem à noite ao camping para buscar a mochila do Fábio que entregaram lá enganado. Por volta das 7:30, com o Fábio já de mochila, partimos nas estradas de terra da Namíbia rumo a capital!
Foram 3 horas de Land até Windhoek e numa parte tivemos a companhia de um Springbok filho correndo ao nosso lado! Entramos na cidade para conhecer e achamos show de bola! Bem moderna e pequena, com cerca de 300 mil habitantes.
Chegamos no aeroporto por volta das 11 da manhã, check in na Air Namíbia e almoço. O aeroporto de Windhoek é parelho com o de Rio Grande! Sacanagem, é um pouco maior! Finger nem pensar! No embarque, o carinha da Air Namíbia largou a letra:
- the third plane on your right (terceiro avião a direita)!
E lá fomos nós caminhando no meio dos aviões até o nosso Embraer 135 de 37 lugares! Voo bem tranquilo, só que meio lusitano, pois fomos até Victoria Falls no Zimbabwe (cerca de 1:30 de voo) e depois voltamos a Maun em Botswana (0:30 de voo)! Olhando no mapa vocês irão notar que Maun fica entre Windhoek e Vic. Falls.
Com uma hora a mais de fuso, chegamos por volta das 17:30 aqui em Maun! A alfândega abriu só para nós, que elegância de Botswana!
Após uma esperinha de 30 minutos chega uma van liquidada para nos levar ao Audi Camp!
Mais uma barraca para a coleção, só que agora com luxo, pois ficam em cima de palafitas, com mosqueteiro, energia elétrica, mas banheiro na rua e aberto!
Amanhã às 7:30 nos lançamos para o Okavango Delta e voltamos somente no domingo à tarde!

Abraço,
Leonardo

- Botswana Facts: é uma outra república presidencialista desde 1966 e realiza eleições regulares desde 1980, começou antes que o Brasil! É um dos países mais estáveis do continente e sempre foi contra o Apartheid. A capital é Gaborone que fica no sudeste do país e é lá que mora nosso amigo Michael Lawson, o qual vamos tentar encontrar na escala do nosso voo para a Zimbabwe. As línguas oficiais são inglês e Setswana. A moeda se chama Pula!

- Música do dia: Welcome to the jungle - Guns and Roses

- Cerva do dia: St Louis Export

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Dia 2 - Namib Desert

Hoje o dia começou cedo! 5 da matina nos chamaram na barraca! Consegui dormir umas 4 horas, acostumar com o saco de dormir é fodex! Por volta das 5:30 entramos no Namib Naukluft Park para ver o nascer do sol na Duna 45, visitar Dead Vlei e Sossusvlei.
Bom , a famosa Duna 45 tem este nome, pois fica a 45 km da entrada do parque e tem cerca de 150 m de altura. A cor da areia é meio alaranjada e dá um baita contaste com o resto. Esta é a duna mais turística e a subidinha na areia fofa não foi simples! Chegamos na parte de cima no momento em que o sol estava nascendo. Batemos algumas fotos e desci a moda bicho por uma outra parte da duna. Filmei a descida com o iphone, ficou legal! Quando voltamos para a nossa Land, Markus, o motora, estava com o café da manhã pronto! Foi só tirar quase uma outra duna de dentro dos tenis e se alimentar! Pseudo mordomia!



Por volta das 8:30 partimos para Dead Vlei. Andamos 10 km até uma entrada e a partir dali somente 4x4! Nosso motora mostrou para que veio! No caminho passamos pela duna de areia mais alta do mundo com cerca de 325 km. Detalhando um pouco mais, grande parte do parque é costeado por dunas que são paralelas a costa do Oceano Atlântico (que fica a cerca de 40 km). Em um determinado momento havia um rio (chamado Tsauchab) que ficava entre as dunas (hoje é a estrada do parque) e Dead Vlei era uma parte muito fértil do rio que tinha muitas acácias ao redor. Só que o rio começou a secar e as acácias foram morrendo, mas ao invés de cairem, elas continuaram em pé, só que secas. Estima-se que as acácias estão mortas a cerca de 700 anos. Fizemos algumas fotos, mas o sol já estava forte. E o calor também! Para voltar de Dead Vlei para o carro foi brabo, caminhada de 1 km com o sol na cuca somado a duas noites mal dormidas e a subida na duna! Cheguei na capa guerreiro! Ainda passamos por Sossusvlei, que é onde o rio desembocava e virava uma bacia com um sistema de drenagem onde a água não saía. Por isso a origem do nome que significa lagoa ou pântano sem fim. “Vlei” é a palavra em afrikaner para lagoa ou pântano e “sossus” é a palavra no dialeto Nama para o restante da palavra.




Voltamos para o acampamento, tomamos um chopp e almoçamos. Levantamos acampamento e partimos para uma parada rápida no Canion Sesriem. Por voltas duas da tarde pegamos as famosas estradas de terra da Namíbia em direção nordeste. Passamos pelas Montanhas Spreetshoogte até chegarmos por volta das 4:30 na fazenda NamibGrens, onde iremos passar a noite. Finalmente uma cama, só que continuamos sem internet e o celular só tem sinal em um dos corredores da casa. Aqui na fazenda foi só para adiantarmos a viagem de volta a Windhoek! Amanhã cedo partimos para capital e pegamos um voo para Maun em Botswana, perto do Okavango Delta!


Para finalizar a noite nosso motora teve que voltar ao camping para buscar a mala do Fabio, que encontaram, mas mesmo avisando que ficaríamos somente até às 13 horas, enviaram para lá!

Abraços,
Leonardo

- Namibia Desert facts: se localiza em toda a costa da Namíbia, sul de Angola e norte da África do Sul e ocupa uma área de 80.900 km2. É considerado o deserto mais antigo do mundo e chove menos de 1 cm por ano.

- Música do dia: "Ten decisions shape your life, you'll be aware of 5 above" - I'll Try Anything Once - The Strokes

- Cerva do dia: Hansa Draught

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Dia 1 - O início da Odisséia Africana

Finalmente chegamos na Namíbia! Conexão Porto Alegre - São Paulo - Johanesburg - Windhoek (pronuncia correta "vinduk") - Sossusvlei. Com exceção do voo Johanesburgo - Windhoek, os voos foram tranquilos, mas mal consegui dormir, no máximo uns 30 minutos em modo stand by (como diz o Rafa) e o resto do tempo foi vendo filmes e lendo!

Entretanto o último voo (Johanesburg - Windhoek) foi completamente sem noção! Não sei se vocês lembram de um filme engraçado e clássico de sessão da tarde chamado "Os deuses devem estar loucos", pois é, a tribo que aparece no filme é do norte Namíbia e o filme foi filmado por aqui. Não é que entram 3 pessoas dessa tribo no voo e um cara com uma câmara atrás filmando! Só de olhar as figuras já dava vontade rir! E o resto do voo foi pior que ônibus da Penha Rio Grande - Rio de Janeiro, um senhor de bengala que quase caiu por cima de mim, uma aeromoça que toda hora que passava me dava uma cotovelada, uma outra que derrubou a bandeja das comidas, entre outras. O que a South African Airways teve de bom no primeiro voo, deixou a desejar no segundo. A alfândega foi clássica, cerca de uma hora esperando numa fila sem lógica alguma. Para completar, de tanto que o Fabio falou que nunca tinha perdido a mochila, somente a dele não chegou! Chance de chegar amanhã!

Mas vamos lá, pois na realidade foi a partir daí que começou a batalha! Após a burocracia da mala do Fabio, nos encontramos com o nosso motora Markus da tribo Owambo, maior de todas na Namíbia. Ele nos levou para o seu Land Rover bege com reboque que irá nos acompanhar pelos três dias por aqui.
Partimos por volta das 13 horas (aqui é 4 horas na frente) com destino a um camping em Sossusvlei no Namib Desert. Saímos do aeroporto que fica a 60 km de Windhoek e primeira parada um supermercado para comprar água e cerveja. Descobrimos que nos finais de semana e feriados há uma lei que proíbe vender bebidas alcoólicas! Que beleza! Compramos só a água. 30 minutos depois paramos na beira da estrada para um almoço com hotdogs namibianos! Aí seguimos a viagem de 320 km de estrada, sendo 250 km em estrada de terra! Resumindo: já estavamos quase 24 horas sem banho, depois de umas horinhas numa estrada de terra com vidro aberto, a situação começou a ficar insustentável! A poeira era tanta que a cada 15 minutos eu tinha que limpar os óculos. Com quase 6 horas de estrada, noite fechada e mais uma parada rápida em Soletaire (uma vilazinha completamente isolada e solitária no meio do interior da Namíbia) não é que a apenas 5 km do camping, explode um pneu de nossa Land Rover bege! Mas tudo é alegria, em 15 minutos os tiras nos resgataram e levaram para o camping (Sesriem Campsite).
Depois de 28 horas de viagem chegamos na nossa barraca! Tivemos que improvisar um banho, pois ninguém trouxe toalha, mas vamos que vamos! Ah...o único aviso que nos deram foi não deixar nada fora da barraca para não chamar atenção do chacal!
Amanhã acordaremos às 5 horas para ver o sol nascer no deserto! Em breve mais novidades sobre a Odisséia Africana!

Abraços,
Leonardo

- Namibia facts: A Namíbia é uma república presidencialista desde 1990. Os portugueses já estiveram por aqui, fez parte do Império Alemão e depois da I Guerra foi anexada a África do Sul. É o 33° maior país do mundo e só perde para a Mongólia em densidade populacional. Windhoek é a maior cidade da Namíbia e fica a 1.700 m de altitude. A principal religião aqui é o Luteranismo, é os alemães não eram trouxas! Apesar do inglês ser o idioma oficial, outros 8 idiomas são reconhecidos.

- Musica do dia: "Spend half my life in airports doing crossword and attempting to sleep" - 1000 miles away - Hoodoo Gurus

- Cerva do dia: Windhoek Lager

terça-feira, 30 de abril de 2013

Africa Unite!

Hoje iniciamos nossa viagem rumo a África. Em companhia do Thirras, Fábio e Rafael Abrantes cruzaremos o continente da Namíbia até o Quênia, passando por Botswana, Zimbabwe, Zâmbia e Tanzânia.


Vamos em busca da África dos Big Five, do berço da humanidade, das Cataratas Victoria, do Deserto da Namíbia, de Mugabe e Livingstone; do Okavango Delta, de Ngorongoro, Serengeti e Amboseli; dos quase 3.000 idiomas e dialetos, do Kilimanjaro, do diplomata Michael Lawson, dos Maasais e das cores, essas cores que nossos olhos irão tentar registrar através da fotografia.

Convidamos todos a participarem com a gente nos próximos 20 dias de nossa aventura. E como li num blog (http://vemomundo.blogspot.in) enquanto preparava a viagem, na África: Expect the unexpected!