"Como é evidentemente muito dificil escrever a verdade, no interesse dela eu me permiti às vezes ir um pouco além ou ficar um pouco aquém."

Robert Capa (1913 - 1954)

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Polinésia Francesa

Ia Orana (Oi em Taitiano)!!

Saímos a uma da manhã da Ilha de Páscoa e chegamos a uma da manhã em Papete. Que bonito! Como o voo teve 5 horas de duração e o fuso horário é de 5 horas para trás, praticamente revolucionamos as leis da física. Considerando que dormimos o voo todo, podemos imaginar após algumas cervejas, que na realidade viajamos no tempo. Em outro momento continuo os devaneios sobre a linha do tempo!


Papete é a capital do Taiti, que é a maior e mais populosa (cerca de 187 mil habitantes, menos que Big River) ilha da Polinésia Francesa (PF). A PF é um país de outro mar (como chamam os franceses) e é composta por 5 arquipélagos, dentre esses está o da Sociedade. Nele se encontram as ilhas mais conhecidas: Taiti, Morea, Bora Bora, entre outras.
Na chegada fomos para o Manava Suíte Resort, 3 estrelas! Breve parênteses: 3 estrelas do Taiti é equivalente a uma constelação em Dhaka, no Bangladash. Com a função de imigração e bagagem, fomos deitar lá pelas 3:30 e às 7 horas já estávamos de pé.
 


 

Como até os guerreiros descançam, piscina do hotel até umas 10:30. Check out às 11 e pegamos um mini carrinho para dar uma banda por Papete. Fomos até o centro, almoçamos no Mercado Municipal e tentamos caminhar um pouco, mas a temperatura era de uns 30 graus e uma umidade infernal. Pegamos o carro e costeamos a ilha para conhecer um pouco.


Lá pelas 4 da tarde entregamos o carro no aeroporto e embarcamos em um ATR 42 da Air Tahiti para Bora Bora. Para nós o voo foi bem tranquilo (céu de brigadeiro), mas para um magrão na fila ao lado foi uma tensão! O meu guri parecia bem tranquilo, aspecto de um experiente viajante, bermuda de surf, chinelinho, notebook na mão etc e tal. Mas foi decolar que bateu o pavor no galo! Praticamente ficou todo o voo naquela posição de pouso de emergência (com a cabeça encostada na pernas) e olhar pela janela só de pseudo soslaio (aquela bem de canto de olho rapidinha). E olhava e voltava rápido. Pânico total no Taiti para o guri! Bom, a Clarissa vai dizer que isso não aconteceu bem assim, mas não acreditem, ela não estava prestando atenção! ;)


Pousamos no final da tarde e um barco do "albergue" nos levou para uma cabana sobre as águas. Aí virou sacanagem, as fotos abaixo falam por si. Praia, caiaque, praia, frescobol, praia, praia, praia,....e observar a vida alheia. Dois casais muçulmanos tomando uma surra do caiaque, uma briga tensa entre uma família francesa, vários num vermelhão reluzente, uma japinha tentando remar de sup contra o vento e não saindo do lugar e assim foram passando os dias.

 



Ah....na primeira noite é que apareceu um visitante inesperado. Eram quase 3 da manhã quando a Clarissa me acorda com um berro: "tem uma barata na cama!!" Acordei perdidaço! Mexemos na cama e lá estava ela. Mato a barata e falo: "relaxa minha gala, é só uma baratinha daquelas que tem nos Molhes do Cassinero". Esses "albergues" são complicados mesmo. Afinal de contas, esses bangalôs é que invadiram o habitat dos peixes, algas, baratas, etc.
Na quinta-feira final da manhã fizemos check out e pegamos um barco e um ônibus para Vaitape, centrinho da ilha. Estava um baita sol na cuca e não tem praticamente nada para ver.
Às 6 da tarde fomos de barco até o aeroporto e agora um ATR 72 nos levou de volta a Papete. Serão 6 horas de espera para voar para Auckland, Nova Zelândia. E o legal é que a Nova Zelândia está 23 horas na frente no fuso horário...vai complicar o organismo da gurizada.

Mauruuru (Obrigado) e Nana (tchau)!!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

O umbigo do mundo

Aqui estamos na Ilha de Páscoa, o Umbigo do Mundo e a terra do povo Rapa Nui. Foi para essa ilha que meus pais fizeram a primeira viagem para o exterior juntos em 1977. Eu estava só na tentativa. Mas desde pequeno tinha um Moai me olhando na estante da sala. Chegou o momento de visitá-los.
Para chegar aqui nossa viagem começou no sábado em Santiago. Fomos recebidos pelo cidadão emérito de Big River e candidato à emérito do Chile, Fabio "Ita" Santos e a Mari. Almoçamos e partimos rumo ao Pacífico. Paramos em Valparaíso para caminhar um pouco e pegar um dos elevadores para cima do morro. Esses elevadores são muito bala, de madeira anti-cupim e com um sistema de engenharia que parece a moda bicho, mas aguenta "templores" e tsunamis. Lá de cima é outra cidade, com ruazinhas estreitas, cafés, hostels e uma vista sensacional do oceano. No final da tarde passamos por Viña del Mar, que estava atrolhada de gente. Adentramos Santiago no início da noite e ainda demos uma olhada de revesgueio no Palácio da Moneda (sede do governo) e nos prédios históricos do centro.
Por fim, o Ita preparou uma paleta de "oveja" patagônica de cair os butias do bolso.


Na manhã de domingo pegamos um 787 para Ranga Roa, a única pseudo cidade da Ilha de Páscoa. Sendo o lugar mais isolado do mundo, essa famosa ilha fica a 3.400 km da costa chilena e a 1.900 km da ilha mais próxima. Por isso os Rapa Nui achavam que lá eram o centro do universo.Hoje menos de 6.000 pessoas vivem na ilha.


Na chegada já pagamos a entrada do Parque, que custa U$ 60 ou 30 mil pesos (algo como U$ 42). Pagamos em pesos, por supoesto. Fomos para o Kaimana Inn, hotel relativamente justo. Pesquisamos e os passeios de um dia inteiro custam cerca U$ 60 por cabeça e o aluguel do carro U$ 90 por um dia e meio. Caranga neles! Alugamos um Suzuki Jimmy bala! 4x4, tinindo!


Durante os dois dias em que ficamos na ilha visitamos mais de uma vez diversos lugares. Esta foi a facilidade de alugar o carro. No Rano (vulcão) Kau, que fica no sul da ilha, fomos duas vezes. A primeira para ver a cratera e a segunda para visitar a Aldeia de Orongo. Essa aldeia era um lugar sagrado e onde os homens-pássaros lançavam-se ao mar em busca do primeiro ovo da ave manutara (o filme Rapa Nui dos anos 90 é baseado nessa batalha). Este primeiro ovo ficava numa ilhazinha ao lado chamada Motu Nui. E os meus guris se atiravam rochedo abaixo atrás do tal ovo. Barbosinha!




Visitamos também diversos Ahus (plataformas), onde os moais eram colocados. A Ahu Tahai é a única em que o moai possui olhos. A Ahu Akivi é a única em que os moais estão de frente para o mar e possui hoje 7 bem conservados.


O mais visitado dos Ahus foi o Tongariki, que localiza-se a nordeste da ilha e possui 15 moais. É o famoso "Los 15". Lá fomos no final da tarde de domingo e duas vezes na segunda-feira. Uma delas chegamos para ver o nascer do sol que nesta época do ano está bem atrás deles. Sensacional! Saímos às 6 da matina do hotel e em 20 minutos estávamos lá. As fotos abaixo falam por si!




De Tongariki passamos pelo Ahu Te Pito Kura, onde está o famoso umbigo do mundo. Na realidade, é uma pedra não muito grande que dizem ter alguma propriedade magnética. Seja lá o que for, na nossa presença ela estava de vacaciones.
Seguimos em frente até a praia de Anakena. Além de ser uma praia com água transparente e areia bem clara, ela nos reserva 5 moais, sendo 4 deles com Pokau (chapéu). O contraste dos moais com a praia é fenomenal.


Outro ponto clássico da ilha é o vulcão Rano Ranaku, também conhecido como o local em que os moais eram fabricados. Lá estão mais de 300 moais enterrados ficando, na maioria das vezes, somente a cabeça para fora. E eles decidiram mantê-los assim, pois enterrados ficam melhor conservados. O que nos fez pensar é na forma que estes galos transportavam estes moais para todos os pontos da ilha. É difícil de acreditar que tenham empurrado sobre os troncos de árvores, mas é o que reza a lenda. Falando nisso, aconselho um livro muito bom chamado Colapso, do Jared Diamond. Um dos capítulos é dedicado à Ilha de Páscoa e são detalhadas as teorias do motivo da construção dos moais e o colapso da civilização.



O Rano Raraku fica bem perto "de Los 15", então passamos lá novamente e pegamos uma japonesa de vestido branco ao vento fazendo um book.
Entregamos o nosso carro às 8 da tarde depois de mais de 200 km rodados na ilha. Num primeiro momento achamos que a ilha era pequena, mas quando começamos a andar, nós demos conta que não é bem assim.
O nosso voo sai somente a uma da manhã e estamos a bangú desde o final da tarde. O interessante é que fizemos o check out do hotel às 10 da manhã e a temperatura estava perto dos 30 graus e vento. Coitado de quem vai ao nosso lado no voo, pois banho só em Papete, no Taiti, depois de no mínimo 5 horas de voo.

Adeus Rapa Nui, um dia voltaremos!
Valeu Ita e Mari pela hospedagem! Sem palavras!

Grande abraço!

sábado, 16 de janeiro de 2016

Go West!

Iniciamos uma nova viagem rumo ao oeste!


Clarissa e eu partimos rumo a Santiago do Chile. De lá, seguimos para a terra dos Moais, a famosa Ilha de Páscoa. Em seguida, uma leve relaxada em Bora Bora e em Papeete, na Polinésia Francesa, para depois seguir para Auckland e Queenstown, na Nova Zelândia.
Encerramos a jornada na Grande Barreira de Corais e em Sidney, na Austrália.
Fotos, informações, batalhas e chupadas de bala serão relatadas aqui! Partiu!!